Esta página é sobre intenção, não sobre o que já está feito. Tudo o que se segue é o que o trabalho deve vir a ser, e nada aqui descreve o que existe hoje.
Um registo diz o que foi feito. Não diz se a condição em que foi feito ainda se mantém um mês depois, e um site desalinha-se: acrescenta-se uma página numa língua e não na outra, alguém sai, uma ligação deixa de devolver o que devia.
A intenção é que cada cláusula passe a ser uma condição verificada em contínuo em vez de afirmada de tempos a tempos — para que «publicado em todas as línguas em que a clínica trabalha» seja confirmado a cada alteração, como se confirma um conjunto de testes.
Um standard contra o qual nunca se escreveu um registo é um documento. Um standard contra o qual o trabalho de vários consultórios foi registado começa a ser uma referência, porque as suas cláusulas passam a significar o mesmo para leitores diferentes.
A intenção é que os identificadores de cláusula ganhem esse peso — que duas pessoas possam citar uma cláusula sem terem de a explicar.
O registo continuará a dizer o que aconteceu em vez de o julgar. Não terá nota nem classificação, e não dirá a uma clínica quais são as suas próprias obrigações.
Essa contenção não é prudência jurídica. Um registo que emitisse veredictos seria menos útil a quem o lê, porque aquilo sobre que se pode agir é a ação, a hora e a alteração — e aquilo sobre que não se pode agir é a opinião de terceiros sobre a própria situação.